O meu entrevistado foi o Professor Tainan Diniz B. Guerra, de
23 anos. Atualmente professor de História no ensino fundamental, médio,
pré-técnico, pré-militar e pré-vestibular.
Iniciou seus estudos
em 1992, passando pelas escolas Turma do Recrutinha em Jacarepaguá e Balão
Mágico em Irajá, na educação infantil. No ensino fundamental estudou no Centro
Educacional de Ensino Modelo (hoje o atual Turma da Mônica) e no Centro
Educacional Muniz Silva, ambos em Irajá. No ensino médio entrou no colégio
Futuro Vip na Vila da Penha, onde cursou os três anos de ensino médio. Seu
ensino regular foi bem diferente do meu, exceto pela educação infantil que
também fiz em escola privada, estudei do fundamental ao ensino médio em
instituições públicas.
No ensino superior
passou para Geografia na UFRJ e tentou cursar Administração na UniverCidade,
mas não se identificou com nenhuma delas, só descobriu sua real vocação quando resolveu fazer História na Veiga de almeida, descobriu que no fundo era o que sempre quis.
Começou a atuar como professor logo no primeiro período da
faculdade, em cursos de tirar dúvidas, em Duque de Caxias. Logo depois começou a dar
aula no colégio Souza Amorim na Vila da Penha no qual permanece até hoje e no
Futuro Vip nas unidades Vila da Penha e Taquara.
Ao ser perguntado sobre seu método de ensino ele diz: “Eu não
sou conservador, nem sou sócio-interacionista porque não acredito em interação
de sociedades oprimidas dentro de sala de aula, acho que é um método muito
libertário. Temos que entender que o aluno não está ali só para aprender, ele
também está para ensinar. Acho que o principal foco da educação é você ensiná-lo
a aprender, ensiná-lo a ter autonomia de conhecimento”.
Em suas experiências como professor ele diz que dependendo da
sua expectativa e autoestima até pode ser frustrante, mas não existe nada mais
recompensador do que o sorriso de um aluno, demonstrando que aprendeu e
entendeu, diz que não há nada melhor do que você poder libertá-lo através do
conhecimento.
Nos colégios em que trabalhou ele conta que havia
discrepâncias pedagógicas, como em todas as outras instituições. Embora não se
considere conservador, ele diz que as instituições particulares de hoje em dia
são conservadoras e lineares, elas se preocupam com que o aluno decore para
passar no vestibular ou na prova, mas não se importa com que aprenda o
conteúdo.
Ao ouvir isso, percebi que nas escolas que estudei mesmo não
sendo particulares, tinham o mesmo método de ensino. Estudava para as provas
porém no ano seguinte não lembrava do conteúdo, o que me trouxe a necessidade
de fazer um pré-vestibular ao terminar o ensino médio por falta de uma boa base.
Ao final da entrevista, ele ressalta que o método de ensino
atual é mecanicista. Ele diz: “Enquanto as maiores potências do mundo pensam
que o aluno tem que ser formado como um cidadão pleno e autônomo, não
dependendo da sociedade e sim sendo um membro motriz dela, nós estamos formando
seres bitolados, que só sabem repetir conteúdos, o aprendizado programado, que
vão aprender hoje e esquecer no dia seguinte. Enquanto o principal dote da
educação, não é apenas conteúdo e sim exemplos, nós (professores) que devemos
ser grandes exemplos em sala de aula e devemos levar grandes exemplos para lá,
para que assim possamos incentivar nossos alunos”.
Professor Tainan e alunos do Souza Amorim
Entrevista realizada por: Karoline Esthefane F. Lacerda



Força pela educação. Força pelo conhecimento!
ResponderExcluirParabéns pela matéria. Abraços!